Impeachment não pode parar a democracia

Enfrentamos um longo e árduo processo de cisma da nossa democracia: o impeachment da Ex Presidente Dilma Roussef. À parte o respeito à Constituição e aos princípios democráticos do sistema de freios e contrapesos, fato é que a polarização vivida no período eleitoral de 2014 se prolonga até agora, mantendo sua chama acesa pelo acirramento de ânimos e pelo jogo de poder das elites políticas; mesmo com o fim do processo de impedimento.Sim, o impedimento da Ex Presidente Dilma correu conforme os ditames constitucionais e entendimentos do Supremo Tribunal Federal. Dilma fora condenada pela prática de crimes de responsabilidade que, de fato, foram extremamente gravosos à democracia, por levar à literalidade a máxima “feio é perder”, tão arraigada nas eleições. É a aplicação do pernicioso “vale tudo” na disputa eleitoral, por práticas que transformam e condicionam grande parcela da população à condição de massa de manobra. Não, não vale tudo nas eleições.

Não obstante, levado a cabo o processo de impeachment, temos que reforçar os preceitos democráticos em nossa nação. Deixemos claro: não se pode conceber que a mudança de atores no poder signifique em acomodação. Ainda temos um longo processo de reconstrução dos valores éticos e da solidez econômica de nosso país; e sabemos que tais interesses confrontam com atores de apetites escusos e inescrupulosos.

Não há democracia enquanto não houver liberdade de expressão e de manifestação. É conquista do povo, consagrada pela nossa Carta Cidadã, o livre direito de protesto político. Conquanto ressalvados os casos de violência e depredação, qualquer tentativa de cerceamento denota uma afronta à nossa Constituição e aos princípios do Estado Democrático de Direito; simplesmente inaceitável.

Por fim: a Lava Jato não pode parar! Como ícone maior do combate à corrupção dos últimos anos, entendamos que devemos lutar para que todos os atos corruptos encontrem combate e punição. Não será uma tarefa fácil, sobretudo porque sabemos que existem forças políticas e econômicas intentando abafar, mas cabe a todos nós cobrar efetividade e insurgir-nos contra a impenitência. Não se pode aceitar o conluio de forças para escamoteamento e supressão das atividades do Ministério Público, da Polícia Federal e do controle cidadão.

Por fim, e no exercício de nosso mister máximo democrático, devemos valorizar nosso voto. O sufrágio revela nossa intenção de representatividade, instituindo os mandatários nos cargos eletivos à disposição. Quem mal vota, mal é representado. E acaba por prejudicar a toda a sociedade.

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